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domingo, 15 de janeiro de 2012

O novo cenário político londrinense

Os bastidores estão aquecidos. As movimentações e articulações políticas estão a todo vapor. Vários partidos começaram a pensar em nomes fortes para concorrerem – e ganharem – o pleito eleitoral do ano que vem.

As próximas eleições para prefeito em Londrina com certeza irão nos trazer muitas surpresas, principalmente a partir dos nomes dos novos candidatos a prefeito. Como sempre acontece, os “profissionais” do voto estarão em mais uma disputa. Hauly, Canziani, Tercílio, os Belinatis, Sandra Graça, Márcia Lopes, dentre outros, todos os já nossos conhecidos candidatos dos últimos 15 ou 20 anos.

No entanto, novos nomes estão começando “a dar as caras” para este novo confronto. Ou porque se cansaram de tanto esperar novidades que nunca aparecem, ou por realmente acreditarem que podem contribuir para ajudar a nossa população. São eles: o ex-presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Kireeff, o apresentador Carlos Camargo, e por último mais um amigo de Londrina que decidiu se declarar candidato, o jornalista e empreendedor de sucesso, Marcos Castri, o Marcão Kareca.

Acredito que quem coloca seu nome para a disputa de algum cargo público tem que realmente acreditar que vai ajudar a mudar, pois a classe política esta mais que desgastada e sem nenhuma perspectiva de melhoras. Tal diagnóstico é cediço de qualquer eleitor, não precisa ser nenhum cientista político para saber disso. Alguns candidatos temem – e tremem – quando percebem que não estão prontos.

Diante disso, pergunto: E se no lugar de um “político profissional”, envolvido até as tampas em favores e distribuição de cargos, nós tivéssemos alguém “virgem” politicamente? E se no lugar de um político, que desde os tempos de vereador vem fazendo coligações e acertos em todas as esferas da sociedade, tivéssemos um gestor? Um CEO? Ou apenas um nome honesto e digno? Será que as mudanças realmente aconteceriam?

Quem foi que disse que tem que ser político, ou entender de política, pra ser prefeito? O Tiririca foi eleito deputado federal e nem sabia o que ia fazer! Ademais, qual a faculdade que devemos fazer para aprendermos a ser honesto, ter bons relacionamentos, saber fazer boas contratações e articulações saudáveis comercialmente?

Ser prefeito é praticamente como ser um diretor de uma empresa. Você tem vários cargos, com salários definidos, e passa então a escolher os melhores nomes do mercado de trabalho para ocuparem as cadeiras vagas dentro de cada departamento – e no nosso caso, in concretu, dentro das secretarias, fundações, autarquias, etc.

E se nós acreditássemos que o novo pode ser melhor? Os chamados “profissionais” até agora fizeram a diferença? Qual “nome novo” que você escutou que se colocou à disposição de um cargo majoritário nestes últimos 10, 15, ou então 20 anos? Não são sempre os mesmos? São sempre os “profissionais do voto”, que a cada eleição aparece na sua porta com as mesmas promessas e premissas, sem nunca se preocupar de fato em realizar uma mudança na sociedade londrinense. Falam sempre a mesma coisa!!!

Para não ser tão radical em querer ter um candidato “virgem” politicamente, talvez que a mistura entre um novo nome, e a escolha de um candidato experiente, sério, probo e comprometido com a sociedade, seria algo interessante. Para 2012 novos nomes estão surgindo, e os novos nomes que estão aparecendo desta vez são bons. Kireeff, Camargo, Kareca… Em tempos modernos, a política também tem que se modernizar!

Hoje uma cidade vive e sobrevive de muito mais do que apenas o que os antigos e conhecidos políticos vendem para atrair votos. Uma cidade precisa “se vender” para atrair investidores, marcas, produtos, indústrias, eventos importantes, que por sua vez despejam recursos, pagam impostos, fazem compras, constroem, e com esta máquina funcionando bem a cidade pode investir na sua infra-estrutura básica. A começar pela segurança, saúde, transporte, educação e concluindo com o bem estar da população.

Somado à estes investimentos internos vem os recursos estaduais e federais, e todos os demais repasses que a cidade tem de direito, como as emendas parlamentares. Todavia, o dever de casa é eleger alguém capacitado; um gestor nato, um gerente, como foi nos tempos do saudoso Wilson Moreira. Naquela época apenas um comerciante e fazendeiro, e nada politiqueiro.

As melhores cidades para se viver tem em seus prefeitos pessoas modernas, jovens, abertos para a comunicação e interatividade, abertos para as mudanças extremamente ágeis dos dias atuais.

Além de inúmeras outras expertises, para se administrar bem uma cidade tem que se ter visitado outros países com cidades correlatas a Londrina – em tamanho e idade -, ter conhecido outras culturas, ter relacionamentos nacionais e internacionais em várias áreas estratégicas. Tem que conhecer novas tecnologias de ponta para serem aplicadas em benefício da sociedade, tem que conhecer de políticas públicas aplicadas em países mais antigos e mais modernos.

Tem que ter os pés no chão, sólido da honestidade e a cabeça no próximo século. Lembrem-se da famosa frase de Martin Luther King: “o que me preocupa, não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”!

Adalberto Fraga Veríssimo Junior é Acadêmico de Direito do Centro Universitário Filadélfia - UniFil; Vice-Presidente da União dos Jovens e Estudantes do Brasil; e Coordenador da Juventude do PRB de Londrina.

3 comentários:

Anônimo 15/01/12 07:39  

Para ser político não precisa ser bosta nenhuma, mas para ser um BOM político precisa ser muita coisa!

MK e Camargo é piada né ?

Anônimo 16/01/12 11:48  

Esqueceu do Valmor Venturini do P-SOL

Acorda Londrina 18/01/12 05:39  

MK kkkkkkkkkkkkkkkk ?

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